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Futurista Pablos Holman reivindica mudança na narrativa global sobre IA para acelerar soluções globais

13h01 6 min de leitura




Durante a abertura da 3DEXPERIENCE World 2026, realizada em Houston, Texas, o renomado futurista e inventor Pablos Holman destacou a importância de reformular a narrativa em torno da inteligência artificial (IA). Segundo ele, a forma como a sociedade percepção a tecnologia, amplamente influenciada pela cultura pop e pelo entretenimento, pode estar atrasando o desenvolvimento de soluções essenciais para problemas globais críticos. Holman, com seu extenso histórico de inovações, patentes e trabalhos colaborativos com figuras como Bill Gates e Jeff Bezos, defende uma abordagem mais otimista e pragmática da IA, deixando de lado o medo infundado que tem sido alimentado pela mídia e pela ficção científica.

Quem é Pablos Holman e seu impacto na inovação tecnológica

Pablos Holman é autor do livro “Deep Future” e possui mais de 70 patentes registradas em seu nome. Sua carreira é marcada por trabalhos de destaque em áreas como energia, armas e exploração espacial. Ele atuou no laboratório Intellectual Ventures, onde colaborou com Bill Gates em projetos de erradicação da malária, e foi um dos primeiros funcionários da Blue Origin, a empresa aeroespacial de Jeff Bezos. Sua trajetória demonstra um compromisso com a inovação voltada para soluções que podem transformar a sociedade e resolver desafios globais complexos.

Pablos Holman no palco do evento 3D Experience em fevereiro de 2026
Futurista defende um olhar mais otimista sobre as possibilidades da IA e o fim das narrativas de medo (Imagem: Divulgação/Dassault Systémes)

Impacto das narrativas de ficção na percepção da inteligência artificial

Pablos Holman destaca que a narrativa de terror em torno da IA tem raízes na cultura popular, especialmente na indústria do entretenimento. Desde Hollywood até os veículos de mídia, histórias assustadoras vendem mais e criam uma sensação de ameaça constante. Segundo ele, isso impede a sociedade de perceber as verdadeiras potencialidades da tecnologia, além de criar uma barreira cultural que atrasam a adoção de inovações necessárias.

“Hollywood está ocupada criando histórias assustadoras porque histórias assustadoras vendem”, afirmou Holman.

Apesar das representações distópicas na ficção, os dados atuais indicam que a IA não representa uma ameaça iminente. Holman salienta que a ideia de uma IA que cause danos irreparáveis ou destrua a humanidade é, na maioria dos casos, uma narrativa exagerada. “A contagem de mortes por IA está oscilando em torno de zero agora. E nós assustamos todas as nossas crianças com essas histórias.”

Ele critica duramente quem fomenta essas narrativas de medo, chamando-as de eticamente condenáveis e alertando para o risco de que tal horror artificial leve à regulação excessiva ou proibição de tecnologias promissoras que poderiam beneficiar a humanidade.

A história da energia nuclear como exemplo de tecnologia mal compreendida

Para ilustrar seu argumento, Holman utiliza a história da energia nuclear. Na metade do século XX, a sociedade conflitou com o uso de reatores nucleares, associando-os a armas de destruição em massa e perigos ambientais. Esse temor resultou em décadas de atraso na implementação de uma fonte de energia limpa, eficiente e de baixo carbono.

“Nós proibimos a tecnologia errada. Se tivéssemos feito o contrário, nunca teríamos ouvido falar de aquecimento global”, afirmou Holman, reforçando que a regulação e o medo podem atrapalhar avanços tecnológicos que realmente beneficiam a humanidade. Ainda assim, o futurista alerta que a mesma postura de medo e restrição pode ser aplicada à inteligência artificial, levando-nos a perder oportunidades valiosas.

Rumo a uma nova abordagem na utilização da IA

Holman propõe que o foco da inteligência artificial evolua de interações sociais com máquinas para a aplicação concreta na ciência e na engenharia. Sua preocupação central é que, atualmente, a tecnologia seja usada para tarefas triviais ou até supérfluas, além de alertar para a necessidade de redirecionar esforços para resolver gargalos em áreas como:

  • Desenvolvimento de novos materiais
  • Fusão nuclear
  • Biologia computacional

Ele acredita que estamos atualmente “fazendo IA para as coisas mais idiotas que conseguimos imaginar”, e que é hora de correr atrás de aplicações com impacto real na resolução de problemas complexos e essenciais ao progresso da sociedade.

“Estamos usando IA para as coisas mais idiotas que conseguimos imaginar. Agora é hora de corrigir o curso. Agora estamos construindo IAs para a ciência e para a engenharia”, afirmou Holman.

Desafios e riscos na regulação da inteligência artificial

Holman faz um alerta importante: a procrastinação ou resistência na adoção de novas tecnologias, pela paralisação dos seus aspectos regulatórios, pode atrasar a transição para fontes mais limpas e eficientes de energia, além de impedir avanços em áreas cruciais como a medicina, sustentabilidade e pesquisa científica.

Ele compara essa postura à repressão às energias nucleares, ressaltando que a sociedade, ao barrar a tecnologia por medo infundado, acaba por se prejudicar ainda mais, seja pelo impacto ambiental do atraso ou pela perda de inovação. Sua mensagem é clara: é necessário abraçar a IA de forma responsável, sem o medo irracional que tem sido alimentado por narrativas distorcidas.

Conclusão

Pablos Holman defende uma mudança na narrativa global sobre inteligência artificial, afastando-se do medo que muitas vezes é alimentado pelo entretenimento e cultura pop. Seu ponto de vista reforça a importância de uma abordagem racional, que perceba a tecnologia como uma aliada na resolução de problemas críticos, como o aquecimento global, a saúde e a inovação científica. Assim como a história da energia nuclear mostra que o medo pode atrasar avanços essenciais, a IA também precisa de regulamentação inteligente e otimista para que seu potencial seja plenamente realizado, beneficiando toda a sociedade.

Vamos deixar as narrativas de medo de lado e focar no potencial transformador da inteligência artificial. Uma atitude mais informada, responsável e positiva é fundamental para que possamos aproveitar ao máximo os benefícios dessa tecnologia revolucionária.

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  • Benefícios da IA para problemas globais
  • História da energia nuclear
  • Transformação digital e sustentabilidade


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Sobre o Billy

Fundador da East Rock, agência especializada em IA para prestadores de serviço, Billy testa na prática o que vai virar tendência no Brasil antes de chegar aqui. Em 3 anos de IA aplicada, acelerou mais de 1.000 empresários e construiu operações comerciais autônomas, incluindo um agente que vendeu mais de R$200 mil sozinho.